Fim de ano vai chegando, muitos professores que vivem em regime de contrato e alunos que estão terminando seus cursos começam a fazer planos para o ano seguinte, o que inclui concursos e seleções. Acontece que muitos têm pouco tempo para leitura de longas bibliografias. Por esse motivo, recomendamos essa coleção, uma das mais completas e com autores que dispensam apresentações.
Os textos são claros e diretos, abordando temas fundamentais para qualquer professor.
"As primeiras civilizações" é uma obra enganadoramente fácil que, uma vez iniciada, se lê de uma vez só. O texto claro é fruto de cuidadosa elaboração e sua leveza esconde anos de pesquisa e docência do historiador Jaime Pinsky.
No livro - que ultrapassou 50 mil exemplares vendidos - está narrado o fascinante processo civilizatório que conduz nossos ancestrais à conquista da fala, da agricultura, da escrita, à criação das cidades e dos impérios, à construção de templos e palácios, ao controle sobre os rios, à criação da civilização. Pitecantropídeos e Homo sapiens, coletores e agricultores, sociedades tribais e grandes impérios, egípcios, mesopotâmicos e hebreus são retratados nas páginas deste livro, cujo fascínio não decorre apenas dos temas tratados, mas da forma como são tratados: o passado não é algo encerrado, mas presente em cada um de nós, tanto como herdeiros do patrimônio cultural - do fogo ao monoteísmo ético - quanto por sermos personagens da mesma aventura humana já trilhada pelos que nos antecederam.
A fascinante saga dos primeiros habitantes do Brasil é finalmente contada em linguagem clara e rigor documental por dois importantes arqueólogos historiadores brasileiros.
Baseados nas mais recentes e respeitáveis descobertas, Funari e Noeli retratam as grandes ondas migratórias que povoaram nossas terras muito antes da "descoberta" portuguesa, descrevendo as culturas que aqui floresceram, recriando a vida dos primeiros habitantes das Américas e, de quebra, mostrando como se pratica a Arqueologia no Brasil.
Qual o sentido de estudarmos a Antiguidade em pleno século XXI? O que a cultura clássica tem a ver com a gente? A resposta reside no fato de a Antiguidade estar muito presente no nosso cotidiano: no Direito, na estrutura de pensamento dos intelectuais modernos, na estética, na língua, na política. Enfim, culturas, que poderiam estar circunscritas a uma época longínqua, atravessaram séculos, forneceram subsídios e matéria-prima para tantas outras culturas.
O historiador e arqueólogo Pedro Paulo Funari nos brinda com um painel amplo, instigante e claro dos principais temas das civilizações clássicas, da mitologia grega à escravidão, das formas de pensar as relações homem-mulher às estruturas políticas, das manifestações artísticas aos espetáculos de violência, das primeiras colônias gregas ao surgimento do cristianismo. Sendo o passado dos antigos gregos e romanos componentes inevitáveis de nossas instituições, valores e padrões atuais, a leitura deste livro é fundamental para todos os que pretendem se situar como membros da comunidade humana.
Texto objetivo e ágil, engajado e muito bem documentado, trata das questões centrais da História da escravidão no Brasil e incorpora o resultado das pesquisas mais recentes sobre o assunto. Com mais de 80 mil exemplares vendidos, o livro de Jaime Pinsky aborda temas como o tráfico, a vida cotidiana dos escravos no trabalho e na senzala, a vida sexual e a resistência oferecida pelos negro contra a opressão.
O autor, não aceita, contudo, a ideia, defendida por certos historiadores, de que a escravidão permitia relações harmoniosas entre senhores e escravos: no livro, ele revela o caráter cruel da escravidão e sua influência perversa na formação de nossa sociedade.
Obra essencial para compreender as origens dos Estados Unidos, claramente a maior potência mundial econômica, política e cultural dos nossos dias. Analisa desde o período pré-colonial, a colonização europeia, os peregrinos, os puritanos, os índios e os negros, até a constituição de uma elite política e as derradeiras brigas com a metrópole, Inglaterra, que resultaram na Independência.
Em um texto criterioso e original, Leandro Karnal oferece ao leitor a possibilidade de compreender o processo de formação de uma nação cuja forte presença na vida de todos os habitantes do planeta, nos dias de hoje, é motivo mais que suficiente para que se busque entender seu nascimento.
Derruba mal-entendidos arraigados, sem eliminar a pluralidade de interpretações possíveis a um dos capítulos fundamentais da história da humanidade. Neste livro, pensamento e ação não são vistos de forma estanque. O autor rejeita, por exemplo, a ideia de que o Iluminismo se limitou a uma elaboração teórica, ao passo que a Revolução teria sido apenas a sua consequência prática. Considera o chamado "Espírito das Luzes" já como uma reflexão sobre um processo revolucionário, no caso, o ocorrido na Inglaterra no século XVII. Do mesmo modo, trata a Revolução Francesa como representante não só da concretização daqueles ideais filosóficos, mas também uma etapa de toda a construção teórica sobre o Iluminismo. Um texto fluente e crítico, que substitui os conceitos rígidos à luz dos quais o assunto costuma ser tratado, faz jus ao próprio tema do livro, que se define exatamente pela histórica insatisfação com o consagrado e pela rigorosa desconfiança diante das unanimidades.
2 Comentários
muito bom. sempre informação é cultura contra ignorância e contra as pessoas que querem emburrecer o povo.
ResponderExcluirNosso objetivo é sempre ajudar mesmo. Abraço Fernando
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